para ti. Respeita a sua presença e
observa a sua voz e não lhe sejas rebelde...);
Baruc 2,2; Salmo 98,11, etc.
Também se encontra no Novo Testamento,
sobre tudo na afirmação de Nosso Senhor referindo-se às
crianças: Não desprezeis nenhum desses pequeninos,
porque eu vos digo que os seus anjos nos céus vêem
continuamente a face de meu Pai que está nos céus (Mt
18,10). Inclusive há textos que parecem indicar “anjos
custódios” das coletividades ou pessoas morais, como
reinos, exércitos, comunidades, igrejas e nações; assim,
por exemplo, os capítulos 1 e 2 do Apocalipse falam dos
sete anjos que custodiam as sete Igrejas, como se cada
um estivesse destinado a guardar uma delas.
Como principais efeitos da guarda de
nossos anjos custódios se enumeram os seguintes:
1º Os anjos custódios livram
constantemente seus protegidos de inumeráveis males e
perigos, tanto da alma como do corpo: Que o Anjo que
me salvou de todo mal – disse Israel a seu filho
José – abençoe estas crianças (Gn 48,16).
2º Sujeitam os demônios para que não nos
façam todo o mal que eles desejariam fazer-nos:
recorda-se aqui a história de Tobias. Excitam
continuamente em nossas almas pensamentos santos e
conselhos saudáveis (por exemplo, Gn 16 e 18; At
5.8.10).
3º Levam diante de Deus as nossas
orações, não porque Deus, onisciente, necessite disto
para conhecê-las, mas sim para que as ouça benignamente,
e imploram por si mesmos os auxílios divinos de que nos
vêem necessitados, quando ao menos nós nem sequer
percebemos que os necessitamos (cf. Tb 3 e 12; At 10).
4º Iluminam nossos entendimentos, nos
proporcionando as verdades de modo mais fácil de
compreender mediante o influxo que podem exercer
diretamente em nossos sentidos interiores e exteriores.
5º Nos assistem particularmente na hora
da morte, quando mais os necessitamos.
6º É opinião piedosa de muitos teólogos
que os respectivos anjos custódios acompanham as almas
de seus protegidos ou custodiados ao purgatório ou ao
céu depois que estes morrem, como acompanhavam as dos
antigos patriarcas ao seio de Abraão; efetivamente, na
recomendação da alma depois da morte dos fiéis a Igreja
cantava: “Saiam a seu encontro, anjos do Senhor,
recebendo sua alma, colocando-a na presença do
Altíssimo...; Que os anjos te levem a seio do Abraão”.
7º Acredite-se também piedosamente que os
anjos custódios atendem as orações de súplicas dirigidas
pelos fiéis às almas de seus custodiados quando estas se
encontram ainda no purgatório “em estado não de
socorrer, mas sim de ser socorridas”;
de fato, as súplicas feitas às almas do purgatório se
diz que são das mais eficazes.
8º Por último, acompanharão eternamente
no céu a seus custodiados que consigam a salvação, “não
para protegê-los, mas sim para reinar com eles”
e “para exercer sobre eles alguns ministérios de
iluminação”.