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QUANTOS FILHOS SE DEVE TER?

 

 Deus abençoe seu trabalho. Trabalhamos no ensino do método Billings Agradeceremos que continue desenvolvendo temas a respeito e relacionados com a família, criação etc. Uma pergunta que nos fazem muitas vezes os casais que atendemos é quantos filhos devem ter.

 

 Cada matrimônio deve ter tantos filhos quantos, em consciência formada e diante de Deus, considere que Deus lhes quer mandar (sempre mantendo-se abertos à vida, em cada um de seus atos conjugais).

Hoje em dia, inclusive do ponto de vista demográfico, são cada vez mais necessárias as famílias numerosas, contrariamente ao que diz a falsa propaganda alarmista e tendenciosa. É muito útil, a respeito, ler o documento preparado pelo Conselho Pontifício para a Família sobre “a diminuição da fecundidade no mundo”[1].

O Papa Pio XII dizia que as famílias numerosas são “as mais abençoadas por Deus, prediletas e estimadas pela Igreja como preciosos tesouros... Nos lares onde há sempre um berço que se balança florescem espontaneamente as virtudes... A família numerosa bem ordenada é quase um santuário visível... são os viveiros mais esplêndidos do jardim da Igreja em que, como em terreno favorável, floresce a alegria e amadurece a santidade”[2]. Também o Concílio Vaticano II elogia os cônjuges que são generosos na transmissão da vida: “Devem-se mencionar especialmente entre os esposos que cumprem dessa maneira a missão que Deus lhes confiou, aqueles que, de comum e prudente acordo, acolhem, com alma grande, uma prole mais numerosa para ser convenientemente educada”[3].

Uma descendência numerosa é uma bênção para os próprios filhos que são chamados à vida e à eternidade, para a Igreja que cresce com seus filhos batizados e para a pátria. Por isso, está provado que uma família que reúne uma numerosa descendência e um autêntico espírito cristão é sempre um lugar onde reina a alegria, apesar das dificuldades materiais que possam passar.

Não é supérfluo mencionar que muitas famílias numerosas foram berço de Santos, como as famílias de São Francisco Xavier (6 irmãos e ele foi o último), São Bernardo (7 irmãos), Santa Teresa de Lisieux (9 irmãs e ela foi a última), Santa Teresa de Jesus (9 irmãos), São Luis Rei (10 irmãos), São Pio X (10 irmãos), São Roberto Belarmino (12 irmãos), Santo Inácio de Loyola (13 irmãos), São Paulo da Cruz (16 irmãos), Santa Catarina de Siena (25 irmãos e ela foi a penúltima).

A Igreja, não obstante, reconhece que nas circunstâncias atuais muitas vezes é difícil levar adiante uma família numerosa. Mas nada há que temer e a confiança posta em Deus é, como diz São Paulo, uma esperança que não frustra.


[1] Cf. L’Osservatore Romano, 27 de março de 1998.

[2] Pio XII, alocução Tra le visite, do dia 20 de janeiro de 1958.

[3] Gaudium et spes, 50.


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