Uma história contada pelo P. Emílio Rossi, IVE

Os nossos missionários em Papua

Apostolado com as crianças

Confissões

Mais confissões

Em Papua o povo está acostumado às confissões

A celebração da Santa Missa

Seminário onde os nossos padres dão aulas

Fazemos apostolado em duas escolas

Celebrando a Santa Missa na escola

Uma das comunidades onde se faz apostolado

Apostolado com a tribos indigenas

O Pe. Emílio caminhando para chegar na comunidade

O Pe. Emílio fazendo apostolado nas comunidades

Confessando nas comunidades

 

Gostaria de contar-lhes uma história que traz esperança a todos os que verdadeiramente acreditam no nome do Senhor.

Era uma vez uma jovem, de quem não sabemos a idade mas estimamos que tinha 19 ou 20 anos; muito doente, consumida pela tuberculose, ou asma e também com freqüentes ataques de malária, já nem os remédios faziam efeito ou como diz aqui em Papua: “não trabalham mais…”.

Seus pais, bons católicos da comunidade de Wutung, cristãos de Missa dominical, a mãe é membro, da Legião da Maria e o pai nos ajuda a dirigir a caminhonete nos grandes eventos da paróquia, etc. Jéssica, a menina, é de confissão freqüente, comunhão todos os domingos em que podia participar da Missa e sobre tudo “muito sofrida” como dizemos em espanhol.

Fiquei sabendo que ela estava no hospital e vou visitá-la, somente a visão do seu estado dava calafrios, tinha uns tubos inseridos no nariz e escassamente podia respirar; abracei-a e lhe disse que respirasse devagarzinho e que Jesus estava com ela, ela me respondeu que já sabia. Disse-lhe umas palavras de consolação e ela as aceitou docilmente e fui embora.

Nesse momento não tinha os sagrados óleos (grande engano de minha parte), mas para consolação do leitor, nesse mesmo dia o Bispo visitou o hospital e administrou o sacramento da unção, com a confissão e comunhão.

A história da vida de Jéssica termina aí, já que na manhã seguinte faleceu.

Mas nossa história está apenas começando. O Padre Agustin Avila, IVE celebrou a Missa do seu funeral e depois de uns dias fui à casa com o objetivo de visitar os pais, eles me contaram esta historia “realíssima”:

No dia anterior, depois que eu a tinha visto no hospital, Jéssica esteve como morta por uns minutos, rapidamente uma enfermeira lhe subministrou oxigênio e ela voltou em si. Quando voltou, continuou contando sua mãe, Jessica lhe contou que tinha visto o Senhor “Jisas” (que é o nome de Jesus na língua Tok Pidgin – língua falada em Papua Nova Guinéa). A mãe, assombrada, começou então um breve interrogatório.

- O que você viu?

- A “Jisas”. Respondeu Jéssica.

- Como ele era?

- Grande, e tinha uma cabeça grande. (Eu devo respeitar o relato da mãe da Jéssica)

- Onde ele estava?

- Numa nuvem muito luminosa e branca.

- Como se vestia?

- Com um batina branca como a do Padre Agustin e a do Padre Emilio.

- E o que ele te disse?

Aqui está o impressionante da história:

- Jisas me disse: - “Eu vou tirar esta doença de você…”

Jéssica tinha sofrido muito de asma e durante vários anos, me lembro quando ela sofreu um ataque de epilepsia justo no momento em que recebia a comunhão, um ou dois meses atrás.

Jesus lhe disse isso e no outro dia ela morreu, deixou este mundo e a sua vida de sofrimento.

OH Deus! Quem não está doente diante de ti se o pecado não for a pior das enfermidades? Quem não é um enfermo diante de ti?

OH Deus! Quem não carrega sobre seus ombros o peso de uma natureza rebelde que o faz cego de nascimento, surdo, leproso, com hemorragias produzidas por seus próprios pecados?

OH Deus! Quem não cheira a morte diante dos teus olhos?

No entanto, OH Deus Tu nos diz: “Eu tirarei todas as tuas enfermidades!”

E assim acontecerá, assim esperamos de Ti, aqueles que acreditam no seu Santo Nome.

 

Missionários em Papúa Nova Guinea