<%@ Page Language="C#" Debug="true"%> IVE Brasil- Homilias do Pe. Buela
quem somos
Nosso Fundador
Texto de botón
Nosso Carisma
Finalidade
Escravidão Mariana
Apostolado
Espiritualidade
História
ramos
Nossas Constituições
Aprovação Canônica
Casas

 

Seminario

 

noviciado

 

Sem. Menor

 

paroquia
apologética
O Teologo Responde
escreva-nos
oracões
servidoras
ssvm

Corpo e Sangue no Ordinário da Missa

* Homilia do R.P. Carlos Buela regado na Primeira Missa do P. Paulo Souza, IVE,
Na Igreja São Pedro, Segni- Itália

_______________________________________________________________

 

Corpo e Sangue

no Ordinário da Missa

 

 É muito comum que nas orações da Missa, segundo os principais textos litúrgicos oficiais da Igreja, sempre aparecem juntos os termos Corpo – Sangue, sem estar nunca acompanhados explicitamente pelos termos alma-divindade, embora certamente que, pelo contexto, encontram-se implícitos.

 

Para confirmar isto usaremos três fontes:

 

1º. O Ordinário da Missa segundo o Missal Romano, no texto unificado em língua espanhola;

 2º. A Divina Liturgia de São João Crisóstomo, do rito bizantino-ucraniano;

 3º. The Mass of Saint Basil the Great, segundo o rito copto da Alexandrino Egito.

 

1. Encontramos no Ordinário da Missa do rito latino:

 - As 26 fórmulas de consagração do pão e do vinho, que repetem, incansavelmente: «… isto é meu Corpo … este é o cálice de meu Sangue…».

 

 Na Prece Eucarística I:

 «…encomendou a seus discípulos a celebração do sacramento de seu Corpo e de seu Sangue…».

«…Corpo e Sangue de seu Filho amado…».

isto  é meu Corpo… este é o cálice de meu Sangue…».

 «…o Corpo e o Sangue de seu Filho…».

 «[estes dons] …que sejam para nós Corpo e Sangue de Jesus Cristo…».

«isto  é meu Corpo… este é o cálice do meu Sangue…».

 «…a quantos participamos do Corpo e Sangue do Senhor…».

 

Na Prece Eucarística III:

«…que sejam Corpo e Sangue de Jesus Cristo, Teu Filho e nosso Senhor…».

«isto é meu Corpo… este é o cálice de meu Sangue…».

«fortalecidos com o Corpo e o Sangue de seu Filho…».

 

Na Prece Eucarística IV:

«…para que sejam Corpo e Sangue de Jesus Cristo…».

«isto  é meu Corpo… este é o cálice de meu Sangue…».

«…lhe oferecemos seu Corpo e seu Sangue…».

 

Estimo que alcançam estes exemplos do rito romano.

 

2. Vamos ao rito bizantino:

 «…consacrare il tuo Corpo santo ed inmacolato e IL tuo Sangue prezioso…».

«…questo È IL mijo Corpo…  questo È IL mijo Sangue…».

«E fa’ di  questo pane IL prezioso Corpo do tuo Cristo».

«E fa’ di ciò che È in questo calice IL prezioso Sangue do tuo Cristo».

«E rendici degni… di partecipare… all’immacolato tuo Corpo e al prezioso tuo Sangue».

«A me, sacerdote N., viene dato IL prezioso e santissimo Corpo do Signore…».

«A me, sacerdote N., viene dato IL prezioso e santissimo Sangue do Signore…».

E demais casos neste rito.

 

3. No rito copto encontramos o mesmo fenômeno:

 «isto  é meu Corpo é meu Sangue…».

«O Santo Corpo e o Sangue Precioso de Jesus Cristo… Adoramos seu Santo Corpo e seu Precioso Sangue».

«isto é verdadeiramente o Corpo Santo e o Sangue Precioso do Jesus Cristo…».

«O Corpo e o Sangue do Emmanuel…».

Quer dizer que, inequivocamente, em todos os textos litúrgicos, afirma-se rotundamente que o pão se transforma no Corpo do Senhor e o vinho em seu Sangue, isso, e só isso, é o que faz a conversão sacramental, chamada, propriamente, transubstanciação. Porque é impossível, desde todo ponto de vista, que a substância do pão e do vinho, converta-se na divindade: «não é possível  que a substância do pão se converta na divindade», como ensina Santo Tomás. A este fato da impossibilidade teológica e metafísica da conversão da substância do pão na divindade sempre o ocultam quem por agradar aos protestantes se inibem de explicar que na Eucaristia, de fato, há dois modos de presença do Jesus Cristo: um, por razão do sacramento, palavras ou conversão; e, outro, por razão da concomitância ou companhia, pela qual está presente, além disso, a alma e a divindade.

 Isto se ensinava, há alguns anos atrás, em todo lugar, em toda paróquia. Também aqui na Itália. Era costume que no domingo pela tarde, o que era conhecido como a hora da Doutrina, ensinar o Catecismo de Trento. Em troca agora… falta cabeça!

 

II

 Certamente que se expressa, também clara e inequivocamente, que na Eucaristia se faz presente Cristo todo inteiro, como confessa nossa fé. Todo Cristo, Corpo, Sangue, alma e divindade. Mas não pelo mesmo caminho, não do mesmo modo, como havemos dito.

 

No rito bizantino se ensina:

«Credo, Signore, e confesso, che Tu sei veramente IL Cristo, IL Figlio do Divente, venuto nel per salvare i peccatori, IL primo dei quali sono io…».

 O rito copto expressa esta verdade belissimamente:

«[O celebrante:] Isto é verdadeiramente o Corpo e o Sangue do Emmanuel nosso Deus. Amém.

[Os fiéis:] Amém o cremos.

[O Celebrante:]Amém, amém, amém,

Cremos, cremos, cremos

e proclamamos até o último suspiro de nossa vida,

que isto é o Corpo vivo, o qual tomou

Nosso Salvador Jesus Cristo

de nossa Senhora Mãe de Deus,

a Santíssima  Virgem Maria,

e uniu a sua natureza divina em uma só Pessoa,

sem mescla, nem confusão, nem mudança,

e se entregou voluntariamente por nós

sobre o madeiro da Santa Cruz;

cremos verdadeiramente, que este Corpo

jamais esteve separado

de sua divindade nem um só instante,

e dá a quem o receba salvação,

perdão dos pecados e vida eterna.

Verdadeiramente o cremos Amém».

 

Feito que afirma o mesmo Santo Tomás sem rodeios: «De outro modo algo está neste sacramento por concomitância real, como a divindade do Verbo, que está no sacramento pela indissolúvel união que tem com o Corpo de Cristo, já que não é possível de nenhum modo que a substância do pão se converta na divindade».

 

Para alguns poderia parecer que isto é uma precisão teológica sem maiores conseqüências. É uma precisão teológica, e profundamente teológica, mas por isso mesmo tem grandes conseqüências na vida dos fiéis. Porque o sacerdote que é incapaz de explicar isto aos fiéis, quer dizer que é incapaz de explicar porquê a Missa é sacrifício. E se a Missa não é sacrifício, queridos irmãos e irmãs, facilmente se converte em um show, onde há um artista, que é o sacerdote que preside a assembléia, e um público, que são os fiéis. Não! A Missa é a ação sagrada por excelência! Porque é a perpetuação do único sacrifício de Cristo na cruz, porque assim como na cruz esteve o Sangue separado do Corpo, assim sacramentalmente aparece na Missa: o Sangue, no cálice, separado do Corpo, a hóstia consagrada. Sinal perfeito da paixão de Nosso Senhor.

 

Estamos hoje na Primeira Missa do P. Paolo. Desejamos a ele que sempre tenha muito presente isto. É a Missa o mais importante da vida do sacerdote, todo o resto vale pouco. Inclusive a missão, na China, ou na Groenlândia, ou aonde seja. É importante isto, não digo que não, mas a Missa!, é mais importante que toda a China, e que toda Groenlândia. O ato principal do sacerdote é e será sempre o ato do sacrifício: o oferecimento da Vítima divina ao Pai celestial por toda a humanidade. Desejamos a ele um fecundo e comprido ministério sacerdotal. Que sempre tenha o desejo e a valentia de ensinar a Verdade católica, tal como nos ensinaram isso nossos maiores, que não se equivocaram.

O consagramos de maneira especial a Santíssima Virgem, que sempre o proteja e acompanhe, e lhe dê a graça de ter muitos frutos, para glória de Deus somente.



 

 

Voltar ao Índice