<%@ Page Language="C#" Debug="true"%> IVE Brasil - Homilias do Pe. Buela
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O Bom Pastor

* Homilia do R.P. Carlos Buela pregada na Primeira Missa

de 14 sacerdotes em San Rafael (Argentina), no domingo 4 de dezembro de 2005
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O Bom Pastor 

Sermão na Primeira Missa de 14 sacerdotes em São Rafael (Argentina),

no domingo 4 de dezembro de 2005

Queridos irmãos e irmãs:

 Estes são dias muito especiais, de maneira particular porque gozamos de uma alegria espiritual muito intensa. Percebemo-lo inclusive sensivelmente e passa muitas vezes que não nos damos conta do por que, da raiz profunda dessa alegria: a raiz profunda dessa alegria espiritual é o prazer espiritual intenso, que é um ato de ardor atual da caridade, que é o fruto próprio da Eucaristia; neste caso multiplicada por todos os que vão celebrar a Eucaristia, por isso é que sempre se vive a festa das ordenações sacerdotais com muita alegria. Nosso Senhor o dia que instituiu a Eucaristia também gozou intensamente com uma alegria profunda, espiritual; diz o evangelho: “Ardentemente desejei comer com vós esta Páscoa” (Lc 22,15). Porque Ele não somente ia instituir a Eucaristia nessa Páscoa,na Última Ceia, mas sim além disso, como Deus que é, que vê todas as coisas, conhecia o modo pelo qual ia se multiplicar a celebração da Eucaristia, quer dizer a perpetuação de seu sacrifício na cruz, o modo pelo qual ia se ficar como alimento, como comida e bebida, para nossas almas no sacramento da Eucaristia; e por isso gozou intensamente. E gozou com todas as Missas, também com esta.

 II

Hoje quero tratar um tema que diz relação certamente à Eucaristia. Faz uns dias o Abade do Vale dos Cansados dizia: «Estamos vivendo talvez a maior das guerras de religião em que deve ser ferido não só o edifício cristão mas também todos os suportes humanos e históricos que o sustentam, compreendidas as nações». Há um ataque planetário contra todo o católico: A fé, os sacramentos, a moral, a piedade, a espiritualidade, o matrimônio e a família, a pessoa humana, a política cristã, a economia, o social, o pudor, a alegria, o senhorio, a liberdade dos filhos de Deus, a educação, a autoridade, a amizade, enfim tudo o que cheire a catolicismo é objeto de brincadeira, de desprezo, de ridículo, de negação.

Sabemos, com a certeza que nos dá a fé, que há pesar de todos os poderes do mal, como disse nosso Senhor: “As portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja” (Cfr. MT 16,18).

Sofre um ataque particular o sacerdócio católico, sobre tudo de parte daqueles que procuram exaltar qualquer mancha que lhes pareça encontrar, seja verdadeira ou falsa, neles. Acreditam que os católicos são tão néscios como eles. Ensina Santo Tomás de Aquino: “Ninguém deixa de ser ministro do Cristo por ser mau; pois o Senhor tem servos maus e bons, como Ele mesmo diz: «A quem tem por servo fiel e prudente?» (MT 24,45); acrescentando a seguir: «Se dijere este mau servo em seu coração» (V. 48), etc. E o Apóstolo São Pablo:  «Que nos tenham os homens por servidores de Cristo e administradores dos mistérios de Deus» (1 Cor 4,1); acrescentando depois: «De nada sou consciente, mas não estou justificado nisso» (V. 4). Estava certo, portanto, de ser ministro do Senhor, e, contudo, não o estava de ser justo”.

 Está profetizado por nosso Senhor Jesus Cristo que haverá sempre, até o fim do mundo, trigo e joio (Cfr. MT 13,24-30). Finalmente, entre os Doze houve um que foi o traidor. (Ou seja, o 8,66%, se agora formos mais de um bilhão de católicos deve haver 86 milhões de traidores no mundo e dos ao redor de 400 mil sacerdotes católicos que há no mundo devem ser traidores 34.640… porque não podemos ser mais que Jesus Cristo!).

 “Pode-se, pois, ser ministro de Cristo sem ser justo. Isto é prova da excelência de Cristo, pois, como a verdadeiro Deus que é, serve-lhe o bom e o mau, pois todo o ordena sua providência para sua glória…    

O sacerdote consagra o sacramento da Eucaristia, não por própria virtude ou poder próprio, mas sim como ministro do Cristo, em cuja pessoa atua.

Por onde é claro que os sacerdotes, embora sejam pecadores, podem consagrar a Eucaristia”.

 III

         Quando nosso Senhor fala do Bom Pastor fala também dos maus pastores. Como ensina Santo Agostinho: “1. Falando nosso Senhor Jesus Cristo a suas ovelhas, tanto às pressente como às futuras, que então tinha diante (posto que entre as que já eram suas ovelhas havia outras que o seriam), tanto às presentes como às futuras, a eles e a nós e a quantos depois de nós têm que ser ovelhas delas, eles manifesta quem é o que lhes foi enviado. Todas, pois, ouvem a voz de seu pastor, que diz: Eu sou o bom pastor. Não houvesse dito bom se não houvesse pastores maus. Os pastores maus são ladrões e salteadores, ou, quando mais, mercenários. Devemos indagar, distinguir e conhecer todas as pessoas que aqui mencionou. Já o Senhor revelou duas coisas que veladamente tinha proposto. Já sabemos que a porta é O mesmo, e que O mesmo é o pastor. Quais são os ladrões e os salteadores? Os que são estranhos a Ele, os que vêm para roubar e matar. No texto evangélico se nomeia também ao mercenário e ao lobo, e foi renomado também o porteiro. Entre os bons estão, portanto, a porta, o porteiro, o pastor e as ovelhas; e entre os maus, os ladrões, os salteadores, os mercenários e o lobo.

2. Sabemos que a porta é Cristo, e que Ele mesmo é o pastor; quem é o porteiro? O mesmo declarou as duas coisas primeiras; o porteiro o deixou a nossa busca. E o que diz do porteiro? A este abre o porteiro. A quem abre? Ao pastor. O que abre ao pastor? A porta. E quem é a porta? O mesmo pastor. Por ventura, se Cristo nosso Senhor, não houvesse dito: "Eu sou o pastor", e: "Eu sou a porta", atrevesse-se algum de nós a dizer que o mesmo Cristo era o pastor e a porta? Se houvesse dito: Eu sou o pastor, e não houvesse dito: Eu sou a porta, indagaríamos quem era a porta, e possivelmente, pensando outra coisa, tivéssemo-nos ficado à porta. Por uma graça e misericórdia sua nos explicou que Ele é o pastor e que Ele é a porta, nos deixando a indagação do porteiro. Quem diremos nós que é o porteiro? A qualquer que digamos, temos que evitar dizer que é maior que a porta, como acontece nas casas dos homens, nas que o porteiro é de maior dignidade que a porta. Pois o porteiro fica para guardar a porta, e não a porta para guardar ao porteiro…

 3.…Possivelmente devamos reconhecer ao mesmo Senhor no porteiro. Maior diversidade há nas coisas humanas entre o pastor e a porta que entre a porta e o ostiario; e o Senhor se chamou a si mesmo pastor e porta. por que não temos que entender que é também o porteiro? Pois, se atendermos às propriedades, Cristo nosso Senhor não é um pastor como os que acostumamos a ver e conhecer, nem tampouco é porta, porque não foi feito por nenhum carpinteiro, mas, se atendermos a certas semelhanças, é pastor e é porta, e até me atrevo a dizer que também é ovelha; é certo que a ovelha está sob o pastor; entretanto, O é pastor e é ovelha. Onde é pastor? Lê o Evangelho: Eu sou o bom pastor, Onde é ovelha? Pergunta ao profeta: Como ovelha foi levado a sacrifício (Is 53,7). Pergunta ao amigo do Marido: Hei aqui ao Cordeiro de Deus, hei aqui ao que tira os pecados do mundo (Jo 1,29). Ainda tenho que dizer algumas coisas mais admiráveis sobre estas semelhanças. O cordeiro, a ovelha e o pastor são amigos entre si; mas os pastores revistam guardar às ovelhas dos leões, e, entretanto, de Cristo, que é ovelha e pastor, diz-se que venceu o leão da tribo do Judá (Ap 5,5). Tomem, irmãos, todas estas coisas como semelhança, não como propriedades. Estamos acostumados a ver os pastores sentados sobre uma pedra e de ali vigiar os rebanhos confiados a sua custódia. Certamente é melhor o pastor que a pedra sobre a qual se sinta; Cristo, entretanto, é pastor e é pedra. Tudo isto por semelhança…

 4. Não nos aflija, pois, irmãos, tomá-lo por semelhança como porta e como porteiro. Pois o que é a porta? Por onde entramos. Quem é o ostiario? que abre. E quem é o que se abre a não ser o que a si mesmo deixa ver? Pois bem, o Senhor havia dito porta e não lhe tínhamos entendido; quando não lhe entendemos é que estava fechada: que abriu, esse é o ostiario…

 5. O que diremos do mercenário? Não foi mencionado entre os bons. O bom pastor, diz, dá sua vida pelas ovelhas. O mercenário e o que não é o pastor, de quem não são próprias as ovelhas, vendo vir ao lobo, abandona às ovelhas e foge, e o lobo as arrebata e dispersa (Jo 10,11-13). Não leva aqui o mercenário as partes de uma pessoa boa, mas é de alguma utilidade; nem se chamaria mercenário se não percebesse o salário do patrão. Quem é, pois, este mercenário tão culpado como necessário? nos conceda o Senhor suas luzes, irmãos, para conhecer os mercenários e para que nós não sejamos mercenários. Quem é, pois, o mercenário? Há na Igreja alguns prelados de quem diz o apóstolo São Paulo que procuram seus próprios interesses e não os do Jesus Cristo (Fil 2,21). Com o qual quer dizer que não amam gratuitamente a Cristo, que não procuram deus Por Deus, que vão em detrás das comodidades temporárias, ávidos do lucro e desejosos de honras humanas. Quando o pastor tem amor a tudo isto e por isso serve a Deus, este tal, quem quer que seja, é um mercenário; não se conta entre os filhos. Destes tais diz também o Senhor: Na verdade lhes digo que já receberam seu pagamento (MT 6,5). Escuta o que diz o Apóstolo do santo varão Timoteo: "Espero no Senhor que logo lhes enviarei ao Timoteo, para que eu me alegre conhecendo suas coisas; pois não tenho a outro mais unido a mim, que por vós sente uma solicitude irmã da minha. Todos procuram seus interesses, não os do Jesus Cristo" (Fil 2,19-21). Lamenta-se o pastor de estar rodeado de mercenários. Procurou a algum que tivesse amor sincero à grei de Cristo, e não o encontrou entre os que naquele tempo tinham estado a seu lado. Não é que naquele tempo não houvesse na Igreja de Cristo, quem, como irmão, desvelasse-se pela grei, fora do apóstolo Pablo e Timoteo; mas aconteceu que, quando enviou ao Timoteo, não tinha perto de si a nenhum de seus filhos; os que tinha perto de si eram todos mercenários, que procuram seus interesses e não os do Jesus Cristo. Entretanto, com fraterna solicitude, preferiu enviar a um filho e ficar ele entre os mercenários.

Sabemos que há mercenários, mas ninguém os conhece a não ser Deus, que inspeciona o coração, embora às vezes também nós os chegamos a descobrir, pois não de balde disse o Senhor dos lobos: Por seus frutos os conhecerão (MT 7,16). Muitos nas tentações deixam transparentar suas intenções, mas muitos se mantêm ocultos. Tem o redil do Senhor por dirigentes a filhos e a mercenários. Os que são filhos são os bons pastores…

 6. Escutem agora que também os mercenários são necessários. Há muitos na Igreja que, procurando comodidades terrenas, pregam a Cristo, e por eles se deixa ouvir a voz de Cristo. As ovelhas seguem não ao mercenário, a não ser a voz do pastor, ouvida através do mercenário. Já o mesmo Senhor assinalou aos mercenários quando disse: Na cadeira do Moisés se sentaram escribas e fariseus: façam o que lhes dizem, mas não imitem suas obras (MT 23,2). O que outra coisa quis dizer mas sim por meio dos mercenários escutem a voz do pastor? Sentados na cadeira do Moisés, ensinam a lei de Deus; logo por eles ensina Deus. Mas, se tentassem falar do seu próprio, então não os escutem, nem obrem de acordo com seus ensinos. Eles certamente procuram seus interesses próprios, mas não os do Jesus Cristo; nenhum deles, entretanto, atreveu-se a dizer ao rebanho de Cristo que não procure os interesses do Jesus Cristo, a não ser os seus próprios. O mal que faz não o prega da cadeira de Cristo; causa dano pelo mal que obra, não pelo bem que prega. Você recolhe os cachos e tome cuidado com os espinhos. Isto basta, pois acredito que me entendestes; mas, em atenção aos mais tardos, direi-o mais claramente. por que eu hei dito: Recolhe o cacho e tome cuidado com os espinhos, quando o Senhor diz: Por ventura se recolhem uvas dos espinheiros ou figos dos abrojos? (MT 7,16)? Isto é absolutamente certo; mas também eu digo com verdade que tome as uvas e tome cuidado com os espinhos, porque às vezes o cacho nascido das raízes da videira pendura das sarças, e, crescendo o sarmento, entrelaça-se com os espinhos, e a sarça leva um fruto que não é dele. A videira não tem espinhos, mas o sarmento se enlaçou com os espinhos. Busca as raízes, e achará a raiz do espinheiro separada da videira; busca a origem da uva, e verá que procede da videira. A cadeira do Moisés era a videira; os costumes dos fariseus eram os espinhos. A verdadeira doutrina subministrada pelos maus é o sarmento na sarça, o cacho entre os espinhos. Toma com cuidado, não seja que, procurando o fruto, machuque-te a mão, e ouvindo quem diz coisas boas, imite suas obras más. Façam o que dizem; escolham as uvas; não façam o que fazem: cuidado com os espinhos. Escutem a voz do pastor na voz dos mercenários; não vós sejam mercenários, pois são membros do pastor. O mesmo apóstolo São Pablo, que disse que não tinha a ninguém que fraternalmente se cuidasse de vós, porque todos procuravam seus interesses e não os do Jesus Cristo, em outro lugar, estabelecendo a diferença entre os filhos e os mercenários, segue dizendo: "Uns por inveja e competência, outros por sua boa vontade pregam a Cristo; outros por caridade, porque sabem que fui posto para defender o Evangelho; outros por contumácia anunciam a Cristo, sem guardar castidade, tentando com isto fazer mais pesadas minhas cadeias" (Cfr Fil 1,13-19) Estes eram mercenários; tinham inveja do apóstolo São Pablo. por que? Porque procuravam interesses temporários, vão em detrás das comodidades temporárias, ávidos do lucro e desejosos de honras humanas. Vejam o que diz a seguir: E o que? De qualquer modo que seja, seja ocasionalmente,  seja com reta intenção, enquanto Cristo seja anunciado, gozo-me e me gozarei nisso (Fil 1,15-18). Cristo é a Verdade. Esta verdade é anunciada ocasionalmente pelos mercenários; pelos filhos é anunciada na verdade. Os filhos esperam pacientemente a herança eterna do Pai; os mercenários exigem a pronta paga do patrão. Para mim não tem valor a glória humana, que tanto invejam os mercenários, contanto que a glória divina de Cristo se difunda, bem seja pela voz dos mercenários, bem pela voz dos filhos; e Cristo seja anunciado, seja ocasionalmente,  seja verdadeiramente.

7. Já vimos também quem é o mercenário. Quem é o lobo senão o diabo? O que se diz do mercenário? Em vendo vir ao lobo foge, porque não são suas próprias as ovelhas nem lhe importa o cuidado das ovelhas. Foi tal o apóstolo São Paulo? Não. Foi tal São Pedro? Não. Foram tais todos outros apóstolos, à exceção de Judas, que era o filho de perdição? Não. Eram eles pastores? Inteiramente pastores…

 8. Quem é o mercenário? que, vendo vir ao lobo, foge, porque busca seu interesse, não o de Jesus Cristo; não se atreve a repreender com liberdade ao que peca. Pecou não sei quem, pecou gravemente; deve ser repreendido, deve ser excomungado; mas, excomungado, será um inimigo, maquinará e causará danos quando lhe for possível. que busca seu interesse e não o de Jesus Cristo, por não perder o que pretende, por não perder a satisfação da amizade de um homem e suportar as moléstias de uma inimizade, cala e não o repreende. Aqui têm ao lobo com as garras na garganta da ovelha. O diabo incitou a um dos fiéis a cometer um adultério; você cala, não lhe repreende. OH mercenário!, viu vir ao lobo, e fugiste. Pode ser que responda: Aqui estou, não fugi. Fugiste, porque calaste, e calaste, porque temeste. O temor é a fuga da alma. Com o corpo ficaste, mas fugiste com o espírito; o qual não fazia quem dizia: Embora com o corpo estou ausente, estou presente com o espírito (Col 11,5). Como tinha que fugir com o espírito quem, estando ausente com o corpo, repreendia em suas cartas aos fornicadores? Nossos afetos são movimentos da alma: a alegria é a expansão da alma; a tristeza é a contração da alma; os bons desejos é o progresso da alma; o temor é a fuga da alma. Expansionas seu ânimo quando te alegra, contrai-o quando te entristece, faz-o adiantar quando desejas, faz-o fugir quando teme. Aí tem por que se diz que o mercenário foge quando vê o lobo. por que foge? Porque não lhe importa o cuidado das ovelhas.Por que não lhe importa? Porque é mercenário, que quer dizer que busca uma gratificação temporária, e por isso não habitará na casa para sempre.

 IV

Há pastores bons e maus e os haverá sempre. Está profetizado! Frente aos maus, não nos escandalizemos como fariseus. Não diminuamos a excelência de Cristo, que também isso o ordena para sua glória!

Isso sim, rezemos para não imitar aos maus, e para que o maior número possível sejam bons, como o pedimos destes recém ordenados a quem encomendo a Santissíma Virgem.

E termino com uma poesia de Santa Teresa D´ Ávila

 

Todos os que militáis debaixo desta bandeira,

já não durmam, já não durmam, porque não há paz na terra.

 

E como capitão forte quis nosso Deus morrer,

lhe comecemos a seguir,

porque lhe demos a morte.

OH, que venturosa sorte lhe seguiu desta guerra!

 

Já não durmam, já não durmam, pois Deus falta da terra.

 

Com grande contentamento se oferece a morrer em cruz,

por nos dar a todos luz com seu grande sofrimento.

OH glorioso vencimento!

OH dichosa aquela guerra!

Já não durmam, já não durmam, pois Deus falta da terra.

 

Não haja nenhum covarde,

aventuremos a vida,

que não há quem melhor a guarde que o que a dá por perdida.

Pois Jesus é nosso guia, e o prêmio desta guerra;

já não durmam, já não durmam, porque não há paz na terra.

 

nos ofereçamos seriamente a morrer por Cristo todas.

E nas celestiais bodas estarão prazenteiras;

sigamos estas bandeiras, pois Cristo vai em dianteira,

não terá que temer, não durmam, porque não há paz na terra”.


 

 

 Cfr. S. Th. III, 81, 1, ad 3.

 O Brocal - 30 de novembro de 2005 - Nº 23; cfr. www.politicaydesarrollo.com.ar

 S. Th. III, 82, 5.

 Ibidem.

 Cfr. Tratado sobre o Ev. De São João 46, Das palavras: "Eu sou o bom pastor", até: "mas o mercenário foge, porque é mercenário e não lhe importam as ovelhas".

 

 

 


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