Seminário
Maior "Beato José de Anchieta"
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O que é o Seminário Maior? |
O texto a seguir, tirado dos Diretórios e Regulamentos do Instituto do Verbo Encarnado (tomo 3), define mais detalhadamente em que consiste a etapa do Seminário Maior.
DIRETÓRIO DE SEMINÁRIOS MAIORES
CAPÍTULO 1: NECESSIDADE DOS SEMINÁRIOS MAIORES
1. Em nossas constituições se afirma a necessidade de trabalhar nos pontos de inflexão da cultura, e entre eles se tem em consideração a “educação seminarística”[1].
2. É evidente a necessidade e urgência deste trabalho apostólico, e mais ainda em nossos dias. Pois, como já afirmara Pio XI, a Igreja “sabe bem que as condições religiosas e morais dos povos dependem em grande parte do sacerdote”[2]. Trata-se dos representantes de Cristo cabeça, encarregados pelo mesmo Cristo de continuar sua presença e obra salvadora na Igreja e no mundo com seu triplo ofício de pregar, santificar e reger. Por isso o Concílio Vaticano II, no documento Optatam Totius sobre a formação do clero, afirma que “a desejada renovação de toda a Igreja depende em grande parte do ministério dos sacerdotes”[3]. Com razão dizia São Vicente de Paulo: “por muito que pensemos, não encontraremos nada mais grandioso no que tenhamos podido contribuir que fazer bons sacerdotes”[4].
3. Mas para que o ministério dos sacerdotes seja verdadeiramente eficaz e possa realmente transformar a cada homem, e a todo o homem, devem possuir certas qualidades, quer dizer, estarem formados em todos os aspectos; formação que depende primaria e principalmente do que tenham recebido e assumido no seminário. “A maior ou menor eficácia do sacerdote depende da formação recebida no seminário. Também aqui se cumpre a sentença do Espírito Santo: Ensina a criança no caminho que deve andar, e mesmo quando for velho não se desviará dele (Pr 22,6)”[5]; e no mesmo sentido, para alcançar a desejada renovação de toda a Igreja, o Concílio Vaticano II “animado pelo espírito de Cristo, proclama a maior importância da formação sacerdotal e declara alguns princípios fundamentais”[6].
4. Agora bem, o lugar próprio da formação dos futuros sacerdotes é o seminário maior; daqui sua necessidade e a urgência de erigi-los nas dioceses onde não se encontrem[7], e de conservá-los e aperfeiçoá-los nas demais.
5. Neste sentido, nossa família religiosa terá como uma de suas principais prioridades pastorais erigir -na medida do possível- e cuidar -onde se achem- os seminários, nas províncias religiosas e inclusive fundações.
6. A necessidade do seminário maior foi afirmada pelo Concílio Vaticano II: “os seminários maiores são necessários para a formação sacerdotal”[8]; ratificada pela Sagrada Congregação para a Educação Católica que elaborou as Normas Básicas da Formação Sacerdotal, dizendo que “a Igreja no Concílio Vaticano II decretou que deve ser mantida como válida sua experiência sobre os seminários, avalizada já por tantos séculos, afirmando que os seminários são necessários enquanto a instituições ordenada à formação dos sacerdotes e dotada dos meios mais aptos de educação que, junto com outros, podem colaborar eficazmente à formação integral dos futuros presbíteros”[9], e confirmada por sua Santidade João Paulo II na Pastores Dabo Vobis citando textualmente uma das propositio feita pelos padres sinodais: “a instituição do seminário maior, como lugar excelente de formação, deve ser confirmada como ambiente normal, inclusive material, de uma vida comunitária e hierárquica, e ainda mais, como casa própria para a formação dos candidatos ao sacerdócio, com superiores verdadeiramente consagrados a esta tarefa. Esta instituição deu muitíssimos frutos através dos séculos e continua dando-os em todo mundo”[10].
[3] Optatam Totius, proêmio.
[6] Optatam Totius, proêmio.
[7] Diz o Direito Canônico: “Onde for possível e oportuno, haja em cada diocese o seminário maior” (CIC, c 237, § 1).
[9] Ratio Fundamentalis, introdução, 62.
[10] Pastores dabo vobis, 60.
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