Noviciado "Santo Antônio de Sant´Anna Galvão"
Mestre de noviços: Pe. Fábio Vanderlei Alexandre
email: fabiovanderlei@ive.org
Estrada Engenheiro Marcilac, 11064 - Embura
Cep.: 04893-000 - São Paulo (SP)
tel.: 5975-4326
Uma etapa imprescindível na vida religiosa se realiza no
período do Noviciado, pela qual o candidato ao Instituto deve
passar, afim de conhecer melhor a vocação divina e mas propriamente a vocação
para a Família Religiosa.
Durante este período, guiados pelo
Mestre de Noviços, realizam-se estudos propedêuticos à
filosofia
e teologia, desenvolvidos
no Seminário
Maior,
aprofundam-se os conhecimentos da doutrina católica, além de
exercitarem-se na oração, na vida em comunidade e fraternidade.
O texto a seguir, tirado dos Diretórios e Regulamentos do Instituto do Verbo Encarnado (tomo 3), define mais detalhadamente em que consiste a etapa do Noviciado.
DIRETÓRIO DE NOVICIADOS
INTRODUÇÃO
1. Quando Santo Tomás fala dos conselhos evangélicos insiste no advérbio "totalmente" como distintivo entre conselhos e preceitos. A história dos apóstolos, os primeiros religiosos, abre-se com um "relictis omnibus" - deixadas todas as coisas -, que sublinha o evangelho de São Lucas (5,11). O desvio para as coisas mundanas envenena o amor que devemos dirigir a Deus em toda sua pureza. Sempre nesta vertente negativa, ascética, da vida religiosa, não há mais que uma só atitude: é necessário destruir totalmente o apego às coisas do mundo; dito em outros términos: o apego às coisas terrenas freia o impulso para o ideal, impedindo que o homem se entregue totalmente ao serviço de Deus. O ritmo se aligeira eliminando essa lastra: se chega mais rapidamente renunciando totalmente a todos os bens deste mundo. Não é outra a função reservada aos três votos, que impõem o desprendimento das criaturas: abandonar totalmente estas três coisas, enquanto é possível, pertence aos conselhos evangélicos.
2. Não basta imitar pela metade o exemplo dos Doze: "Abandonar todas as coisas não basta para a perfeição, é preciso abandonar tudo para seguir a Cristo"[1]. Agora bem, se o abandono é total, a entrega deve ser totalitária: "os que vivem no século entregam a Deus parte de suas coisas, reservando-se para si o resto... Mas os que vivem no estado religioso se consagram totalmente em pessoa e bens a Deus". Porém isto, impossibilitado o homem de dispor da totalidade de sua vida, para ofertá-la toda de uma vez a seu Deus em holocausto, procura superar o ritmo do tempo e fixar sua vontade por meio do voto: "Esta imobilidade no seguimento de Cristo se assegura pelo voto"[2].
PARTE I
NATUREZA DO NOVICIADO
3. Devido a que o anteriormente dito é próprio da Vida Religiosa vejamos agora os objetivos próprios de sua etapa inicial, o noviciado.
(Canonicamente) "O noviciado, com o que começa a vida em um instituto, tem como finalidade que os noviços conheçam mais plenamente a vocação divina, particularmente a própria do instituto, que provem o modo de vida deste, que conformem a mente e o coração com seu espírito e que possam ser comprovadas sua intenção e sua idoneidade"[3].
4. Se veem dois grupos de fins muito precisos: por parte do noviço e por parte do instituto.
Com o noviciado começa a vida de um instituto, começa a vida do noviço, mas também o instituto aumenta e se enriquece com a vida de seus noviços.
[1] Santo Tomás de Aquino, In Matth. 19,27.
[2] S. Th. II-II,186,6 ad 1.
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