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1. São Pedro foi o Primeiro Papa?

PEDRO, O PRIMEIRO PAPA (segunda parte)

Atos 12, 5 — Enquanto Pedro estava sob custódia na prisão, a Igreja não cessava de orar a Deus por ele.

Nenhum outro apóstolo foi tão agraciado com as preces da Igreja inteira. Nem sequer São Paulo.

João 21, 15-17 — Depois de comer, Jesus disse ao Simão Pedro: “Simão, filho de João, amas-me mais que estes?” Ele lhe respondeu: “Sim, Senhor, tu sabe que te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta meus cordeiros”. Voltou-lhe a dizer pela segunda vez: “Simão, filho de João, amas-me?” Ele lhe respondeu: “Sim, Senhor, sabes que te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta minhas ovelhas”. Perguntou-lhe pela terceira vez: “Simão, filho de João, amas-me?” Pedro se entristeceu de que pela terceira vez lhe perguntasse se o amaras e disse-lhe: “Senhor, tu sabes tudo; sabes que te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta minhas ovelhas. (BLA)

Três vezes pergunta Jesus a Pedro: “amas-me?” e três vezes encarrega a Pedro: “apascenta meus cordeiros”, e “apascenta minhas ovelhas.” Note-se que Jesus não dá esse encargo a nenhum outro apóstolo.

Mateus 17, 24-27 — [...] vai ao lago, joga o anzol, toma o primeiro peixe que saia e abra-lhe a boca. Encontrará nela uma moeda de prata: toma-a e paga por mim e por ti.

A São Pedro lhe são dados meios sobrenaturais para levar a cabo a tarefa que Jesus lhe encarrega. Pedro, ao pagar o imposto por Jesus, atua como delegado do Senhor em um assunto terrestre.

Mateus 14, 28-33 — Então Pedro lhe respondeu: “Senhor, se és Tu, manda-me ir a teu encontro sobre a água”. “Vem”, disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, começou a caminhar sobre a água em direção a ele. Mas, ao ver a violência do vento, teve medo e como começava a afundar-se, gritou: ‘Senhor, salva-me!’. Em seguida, Jesus lhe estendeu a mão e o sustentou, enquanto lhe dizia: “Homem de pouca fé, por que duvidastes?” Enquanto subiram à barco, o vento se acalmou. Os que estavam nela se prostraram ante ele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus”.

Pedro é o único que, por fé, caminha sobre a água. Quando sua fé falha, Jesus estende sua mão e o salva. A história da Igreja sugere que esta disposição está sempre em vigor.

Lucas 5, 1-3 — Jesus subiu a um dos barcos, que era de Simão e lhe pediu que se apartasse um pouco da borda; depois se sentou e ensinava à multidão do barco.

Jesus chama a São Pedro; o barco e as redes são de Pedro. Esta é a origem do codinome que ocasionalmente se lhe dá à Igreja: “o barco de Pedro”. O Senhor mesmo é passageiro no barco de Pedro.

Atos 1, 15-26 — E um desses dias, Pedro ficou de pé em meio dos irmãos.

São Pedro inicia e fiscaliza a eleição do sucessor de Judas.

Atos 3, 1-10 — Pedro disse-lhe: “Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho te dou: no nome de Jesus Cristo de Nazaré, levante-te e caminha”. E tomando-o pela mão direita, levantou-o; imediatamente, lhe fortaleceram os pés e os tornozelos. Dando um salto, ficou de pé e começou a caminhar [...]

São Pedro realiza o primeiro milagre que se registra na Escritura depois da Ascensão de Cristo.

Atos 4, 8-12 — Pedro, cheio do Espírito Santo, disse [...]

Quando São Pedro e São João são presos, São Pedro é inspirado pelo Espírito Santo e fala por eles.

Atos 5, 3-11 — Pedro disse-lhe: “Ananías, por que deixastes que Satanás se apoderasse de ti até o ponto de enganar ao Espírito Santo?” [...] Ao ouvir estas palavras, Ananías caiu morto. Um grande temor se apoderou de todos os que se souberam do acontecido.

Quando Pedro condena Ananías por sua desonestidade, Ananías morre. Vemos que desde o começo Deus sustenta as ações de Pedro. Suas palavras possuem autoridade no céu e na terra. Ver Mateus 16, 15-19, a primeira passagem que se cita nesta seção.

Atos 5, 15 — E até traziam os doentes às ruas, pondo-os em camas e macas, para que quando Pedro passasse, pelo menos sua sombra cobrisse a algum deles.

Isto é uma assombrosa manifestação do poder curador de Deus atuando pela mera presença de Pedro.

Atos 8, 9-25 — Pedro respondeu-lhe: “Maldito seja teu dinheiro e tu mesmo.”

São Pedro pronuncia sentença sobre Simão, o mago. Simão se assusta da admoestação de Pedro e se arrepende. Simão, o mago, conhece a autoridade pela qual Pedro está expressando-se.

Atos 9, 36-43 — Pedro fez a todos saírem para fora, ficou de joelhos e começou a orar. Voltando-se logo para o cadáver, disse: ‘Tabita, levante-te’. Ela abriu os olhos e ao ver a Pedro, incorporou-se. Ele a tomou pela  mão e a fez levantar.

São Pedro devolve a vida a Tabita, que tinha morrido. Novamente o poder de Deus avala as ações de Pedro.

Atos 9, 32-35 — Pedro disse-lhe: “Enéias, Jesus Cristo te devolve a saúde: levante-te e arruma tu mesmo a tua cama”. Ele levantou-se em seguida.

São Pedro cura a Enéiao.

Atos 10, 9-43 — Então Pedro, tomando a palavra, disse: “Verdadeiramente, compreendo que Deus não faz acepção de pessoas e que em qualquer nação, todo o que lhe teme e pratica a justiça é agradável a Ele”.

São Pedro recebe três vezes a visão pela qual os gentios são recebidos na Igreja—anulando o requerimento da circuncisão—e finalmente aceita a vontade de Deus. O Espírito Santo não permitiu que Pedro permanecesse no erro. Esta é uma vívida e imediata ilustração de sua infalibilidade. Note-se que o objeto desta intervenção sobrenatural é São Pedro e não São Paulo que estava, no então, no centro da controvérsia, nem mesmo São Tiago que então era Bispo de Jerusalém onde o primeiro concílio da Igreja estava por ser celebrado. Pedro devia assentir a esta doutrina antes que se promulgasse como ensinamento da Igreja.

Mateus 23, 1-3 — Então Jesus disse à multidão e a seus discípulos: “Os escribas e fariseus ocupam a cadeira de Moisés; vós façais e cumprais tudo o que eles lhes digam, mas não lhes guiem por suas obras”.

Observemos que a frase “cátedra de Moisés”, não se encontra em nenhum lugar do Antigo Testamento. Que o Senhor se refira a ela desta maneira confirma o fato de que Jesus reconheceu a autoridade da Sagrada Tradição.

Dos 265 Papas, 79 foram santos, só 10 foram imorais ou corruptos e nenhum deles ensinou o engano em matéria de fé ou moral. Estamos ante uma taxa de menos de 4 por cento de falhas. Em comparação, dos apóstolos escolhidos por Jesus, um dos doze originais foi corrupto –isto representa um falha de 8 por centode maneira que a suposta iniqüidade e corrupção do papado através da história não é argumento para desautorizar a instituição papal. Pelo contrário, o baixíssimo número de maus papas sugeriria que o Espírito Santo intervémcom o estritamente necessário em sua seleção e assistindo-os em seu desempenho. Note-se também que a interpretação dos textos bíblicos apresentados anteriormente não é novidade. Disto dá testemunho uma passagem de Tertuliano, escrito ao redor do ano 200 D.C.: “Houve coisa alguma da que não se desse conhecimento a Pedro, que é chamado a rocha sobre a que a Igreja seria construída, quem também obteve as chaves do Reino dos Céus, com o poder de atar e desatar?”  E nos escritos de Orígenes somente duas ou três décadas mais tarde, encontramos: “Vejam o grande alicerce, a mais sólida das rochas sobre a qual Cristo construiu a Igreja! O que é o que diz o Senhor dele? “Ó tu, o de pouca fé!”.


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