PARTE VI
APOSTOLADO
Artigo 1: Envio
[161] Jesus Cristo ressuscitado, Rei do universo, envia a seus Apóstolos a todas as nações a continuar sua própria missão redentora, que é “fazer partícipes (aos homens) da comunhão que existe entre o Pai e o Filho”[186]: ide… e ensinai a todas as nações, batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinai-as a observar tudo o que eu vos prescrevi (Mt 28,19-20).
[162] Este envio apresenta duas características:
- tem uma dimensão universal: todos os homens estão chamados a formar parte do Reino de Deus, já que Deus quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade (1 Tim 2,4);
- implica a certeza do auxílio divino: Eu estarei convosco todos os dias até o fim do mundo (Mt 28,20); os discípulos partiram pregaram por toda parte, o Senhor cooperando com eles… (Mc 16,20).
Artigo 2: Proclamação do Reino
[163] Em virtude deste envio, a Igreja tem como missão proclamar o Reino de Deus, que “não é um conceito, uma doutrina ou um programa sujeito a livre elaboração, senão que é acima de tudo uma pessoa que tem o rosto e o nome do Jesus de Nazaré, imagem de Deus invisível”[187]. Esta missão a realiza a Igreja com o fim de liberar o homem do pecado e da morte: Mortos pelos vossos pecados... Chamou-vos novamente a vida em companhia com Ele.É Ele que nos perdoou todos os pecados (Col 2,13), e seu principal protagonista é o Espírito Santo, que atua nos Apóstolos e em toda a Igreja[188].
[164] Por isso a fidelidade ao Espírito Santo é o que permite superar todas as dificuldades com as que se encontra a Igreja em sua missão: proibição de missionar, obstáculos de parte da cultura do lugar, falta de fervor, divisões entre os cristãos, descristianização em países de larga tradição cristã, diminuição nas vocações missionárias, mal testemunho de fiéis, mentalidade indiferentista, etc.[189], já que é o Espírito Santo o que guia para a verdade completa[190].
Artigo 3: Testemunho
[165] A missão da Igreja a realiza cada cristão, e de modo particular aqueles que se consagraram a Deus, no apostolado, que tem a mesma finalidade da Igreja: levar aos homens à conversão a Deus, “à adesão plena e sincera a Cristo e a seu Evangelho mediante a fé”[191], que deve tender à digna recepção dos sacramentos.
[166] Nesta obra de apostolado em que “se é missionário acima de tudo pelo que se é… antes de sê-lo pelo que se diz ou se faz”[192], ocupa o primeiro lugar o testemunho de vida, “primeira e insubstituível forma da missão”[193], de modo que resplandeça entre os fiéis a caridade de Cristo[194].
[167] Além disso, constitui um elemento essencial também o anúncio, que é “uma clara proclamação de que em Jesus Cristo se oferece a salvação para todos os homens”[195], já que como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue?... Logo, a fé provém da pregação e a pregação se exerce em razão da palavra de Cristo (Rom 10,14-17).
[168] De modo particular, urge exercer o apostolado nos chamados “areópagos modernos”. Entre estes novos ambientes se encontra, em primeiro lugar, o mundo da comunicação, do qual depende em grande parte o trabalho da evangelização da cultura moderna, já que “está unificando à humanidade e transformando-a em uma ‘aldeia global’..., por isso são principal instrumento informativo e formativo… As novas gerações, sobre tudo, crescem em um mundo condicionado por estes meios”[196]. De um modo particular “há que recordar, além disso, o vastíssimo areópago da cultura, da investigação científica, das relações internacionais que favorecem o diálogo e conduzem a novos projetos de vida”[197], o compromisso pela paz, o desenvolvimento, os direitos do homem, etc. e o desejo de interioridade e de oração. “Enquanto por um lado os homens dão a impressão de ir detrás da prosperidade material e de submergir-se cada vez mais no materialismo consumista, por outro, manifestam a angustiosa busca de sentido, a necessidade de interioridade, o desejo de aprender novas formas e modos de concentração e de oração… Este fenômeno, assim chamado do “retorno religioso”, não carece de ambigüidade, mas também encerra um convite. A Igreja tem um imenso patrimônio espiritual para oferecer à humanidade: em Cristo, que se proclama o Caminho, a Verdade e a Vida (Joa 14,6).
Artigo 4: Compromissos apostólicos
[169] O Instituto do Verbo Encarnado assumirá os apostolados mais condizentes a inculturação do Evangelho. Por tal motivo, diversos Diretórios complementarão as Constituições, contemplando a ação apostólica nos campos mais urgentes e importantes.
[170] Com um sentido meramente enunciativo se manifestam os campos preferenciais de ação:
[171] a) Em sua dimensão espiritual o Instituto terá que encarar a evangelização da cultura através da santificação das pessoas individuais. Isso se fará, preferentemente, pela pregação de Exercícios Espirituais segundo o método e espírito de Santo Inácio de Loyola, e, além disso, pela direção espiritual.
[172] b) Em sua dimensão intelectual o Instituto dará prioridade à formação sacerdotal nos Seminários; à educação em todos seus níveis; à formação de dirigentes leigos por meio dos Cursos de Cultura Católica; e aos meios de comunicação social.
[173] c) Em sua dimensão de pastoral popular se dará preferência à ajuda às paróquias mediante a pregação (de tríduos, novenas, festas patronais) e a administração do sacramento da Reconciliação. Deste modo terão prioridade às missões populares em paróquias e zonas rurais, segundo o método e espírito de Santo Alfonso Maria de Ligório, e em todas suas formas, seja Missão intensiva, permanente, seja juvenil, infantil, dos enfermos, fabril, aberta, etc. Atendendo aos pedidos de Bispos poderá aceitar-se a direção de paróquias, preferentemente em zonas missionárias ou mais necessitadas. Em tudo se estará muito atento a respeitar, resgatar e elevar as tradições religiosas e folclóricas do lugar para que o Evangelho seja melhor recebido e faça raízes mais profundas nos corações.
[174] d) Deste modo há que privilegiar a atenção de pobres, doentes e necessitados de todo tipo: o amor de Cristo nos impulsiona (2 Cor 5,14), praticando concretamente a caridade, como testemunho, em primeiro lugar, a todos os membros de nossos Institutos de que “a caridade, só a caridade salvará ao mundo. Bem-aventurados os que tenham a graça de ser vítimas da caridade!”[198], e de que a caridade é imprescindível para evangelizar a cultura, como fim do que obra e como fim da obra, em caso contrário, não se alcançará “a civilização do amor”[199].
Artigo 5: Segunda e terceira ordem
[175] Deste modo será tarefa apostólica preferencial a atenção, segundo seus requerimentos, das “Servidoras do Senhor e da Virgem de Matará”. Como também a ajuda “com especial diligencia”, para que fiquem informadas pelo genuíno espírito de nossa família, aos institutos, associações, movimentos, irmandade do terceiro ramo de fiéis cristãos leigos[200].
[176] Os membros do Instituto dedicados ao apostolado eminentemente espiritual trabalharão convencidos do imenso valor que tem para a vida da Igreja a santificação dos seculares. Este apostolado se resumirá como em sua fonte nas obras e o exemplo dos grandes mestres da pastoral católica.
[177] Consideramos do mesmo modo que aos membros da Irmandade ou Confraria do Verbo Encarnado a todos aqueles que alguma vez pertenceram a nossos Institutos, inclusive aqueles que procurem nos fazer mau, salvo que peçam ser excluídos. Até neste caso, continua nossa obrigação de rezar por eles e lhes fazer bem. Não por deixar nossos Institutos deixam de ser irmãos nossos muito queridos.
Artigo 6: Apostolado intelectual
[178] Os religiosos dedicados a docência procurarão imbuir-se no amor absoluto e total à verdade, trabalharão para que os princípios do Evangelho influam efetivamente na vida dos homens e combaterão com todas suas forças o engano, em meio de um mundo que acredita que o engano possui entre os homens iguais direitos que a verdade. Nas disciplinas teológicas darão ao Magistério da Igreja, à doutrina dos Santos Padres e aos ensinos de Santo Tomás do Aquino o lugar privilegiado que lhes outorgam os Papas, o Concílio Vaticano II e o Código de Direito Canônico. Em filosofia ensinarão as contribuições da Antigüidade grega recebidos pela tradição católica e que recebem o justo nome de “patrimônio filosófico perenemente válido”[201].
[179] Os que se dediquem à investigação teológica, filosófica, científica, cultural, etc., têm que ter muito em claro que, embora pareça mais distante, este trabalho intelectual não só é para maior gloria de Deus, mas também para o maior bem das almas, e entra totalmente no carisma de nosso Instituto. A respeito ensina Santo Tomás: “No edifício espiritual se encontram alguns a maneira de operários manuais, os quais de modo particular se ocupam do cuidado das almas, isto é, administrando os sacramentos ou obrando particularmente algo semelhante; mas como artífices principais se encontram os bispos, os quais governam e dispõem de que maneira os preditos operários devem executar seu ofício, pelo qual chamamos bispos, isto é, superintendentes; e similarmente, encontram-se também como artífices principais os doutores de teologia, os quais investigam e ensinam de que modo outros devem procurar a salvação das almas. Portanto é melhor ensinar a sagrada doutrina, e mais meritório, se realizar com boa intenção, que procurar o cuidado particular da salvação deste ou daquele… a mesma razão demonstra que é melhor ensinar as coisas que pertencem à salvação a aqueles que podem aproveitar tanto para si como para outros que a quão simples só podem aproveitar para si mesmos”[202].
[180] Por outra parte, tendo em conta a especial conveniência do apostolado intelectual, particularmente por meio das publicações, já que o escrito permanece e se propaga mais, ficará uma singular ênfase na difusão do Evangelho mediante artigos em revistas de investigação ou de divulgação, monografias, livros e demais níveis de publicação.
Artigo 7: Pastoral paroquial
[181] Os religiosos que atendam paróquias, deverão privilegiar, em uma pastoral entusiasta:
a) A Liturgia dominical, com sua homilia, preparada conscientemente. O centro da pastoral paroquial deve ser sempre a Missa aos domingos, celebrada de tal maneira que os paroquianos participem da mesma cada vez de maneira mais consciente, mais ativa e mais frutuosa[203]. Deve complementar-se com a comunhão aos enfermos.
b) A disponibilidade para ouvir confissões em qualquer momento. Prestar-se de boa vontade à autêntica direção espiritual. Saber orientar aos que tenham “subiecto” à prática dos Exercícios Espirituais. Assumir a responsabilidade do ensino catequético de crianças e adultos.
c) Constituir as associações de leigos convenientes para que, em uma unidade diversificada, todos os fiéis cristãos leigos possam atuar apostolicamente segundo seus carismas e disposições. As crianças e jovens atenda-lhes segundo o espírito de São Felipe Néri e de São João Bosco. Segue sendo muito atual o “Oratório”.
d) Momentos fortes da pastoral paroquial serão: a Semana Santa, as Festas Patronais, as Primeiras Comunhões e Confirmações, a Missão popular, os Cursos de Cultura Católica.
Artigo 8: Pregadores
[182] Os religiosos dedicados preferentemente a pregação em paróquias, missões populares e atenção de paróquias em zonas necessitadas, serão em sua ação uma prolongação da obra redentora do mesmo Cristo. Para melhor cumprir sua missão, têm que estar convencidos que a melhor forma de desenvolver um apostolado eficaz é a união mais estreita com o Verbo Encarnado e o amor às almas até o heroísmo da entrega sem reservas. Tenha-se especial avaliação ao ensino dos grandes Mestres da pregação sagrada, a respeito de como deve ser a mesma[204]. “Todo homem que é anunciador do Verbo, é voz do Verbo”[205].
Artigo 9: Seleção de ministérios
[183] O Superior Geral poderá enviar a qualquer parte do mundo aonde for necessário, a qualquer dos membros do Instituto. Na seleção dos apostolados se terão em conta as sábias disposições a respeito de Santo Inácio de Loyola[206]:
[184] Como em todas as partes se pedem operários, terá que saber fazer seleção para enviar a uma parte ou a outra, para alcançar um objetivo determinado ou outro, a tal pessoa ou a tal outra, a uma ou a dez, deste modo ou daquele, para mais ou menos tempo e demais circunstâncias. Sendo isto assim terá que sopesar muito as vantagens e os inconvenientes, procurando só a maior gloria de Deus e o bem mais universal, rezando e fazendo rezar, aconselhando-se com pessoas prudentes e decidindo segundo reta consciência diante de Deus.
[185] Ao que é enviado, não lhe moverá ir a um lado mais que a outro –em todos está Deus– deixando total e muito livremente o destino de si mesmo ao Superior, que está posto em lugar de Cristo Nosso Senhor, orientando-o pelo caminho do maior serviço e louvor d’Ele, evitando, absolutamente, influir, no mais mínimo, sobre a vontade do Superior, com o fim de obter isto ou aquilo. Na Igreja não há destinos que sejam lugares de castigo, portanto, tampouco em nosso Instituto; e se alguém pensa assim, não sabe o que é a Igreja, nem o Instituto.
[186] As regras que terá que ter presente, além da busca da maior gloria de Deus e do bem mais universal, são:
a) onde há mais necessidade de operários, porque faltam os mesmos ou porque os fiéis têm mais urgência dos mesmos;
b) onde se dê mais frutos para glória de Deus, por ter mais facilidades, melhor disposição dos fiéis para aproveitar (o qual pode julgar-se pela insistência nos pedidos), na condição e qualidades nas que se desenvolverá e conservará melhor o fruto feito;
c) onde houvesse maior dívida, ou seja: de onde tenham saído vocações, onde haja maiores benfeitores, onde de fato Deus nos plantou já que terá que florescer onde nos plantaram;
d) e porque o bem quanto mais universal, é mais divino, devem preferir-se aqueles que, por razão de sua autoridade, podem fazer que o bem se estenda em muitos outros. Sejam governantes, profissionais, docentes, intelectuais, empresários, chefes, artistas, etc., como se disséssemos, é preferível evangelizar um Ministro da Economia que erradique, com justiça, todos os povoados de emergência, mais que tratar de solucionar problema por problema, embora um não tire o outro;
e) onde haja mais mal semeado, inclusive má opinião ou má vontade contra nosso Instituto, enviando a quem por sua vida e doutrina desfaça a má opinião fundada em más informações;
f) onde houver algo que incumbir de modo particular ao Instituto, ou não houvesse outros que se ocupem disso, preferindo-se sempre aquilo que se estenda para o bem de muitos e que seja mais duradouro;
g) onde haja responsabilidades de grande importância, enviando-se pessoas escolhidas e de quem se tenha mais confiança; do mesmo modo, nas coisas onde haja mais trabalhos pastorais, devem destacar-se pessoas mais robustas e sãs, e aonde haja mais perigos espirituais, pessoas mais provadas e seguras na virtude.
[187] Para o governo, é preciso assinalar a aqueles que mais se distinguem pela discrição e a prudência, enquanto que são mais aptos para o povo aqueles que têm talento para pregar e confessar.
[188] No envio dos designados, não é conveniente que vão sozinhos, senão ao menos dois, para que entre si se ajudem nas coisas espirituais e materiais, especialmente sendo um deles de mais experiência, para imitar-lhe e aconselhar-se. Igualmente convém mesclar a um corajoso e fervente com outro circunspeto e tranqüilo, para que a diferença ajude a ambos. E se fosse de maior importância a obra, deve prover-se de mais operários;
[189] h) quando tiver de enviar-se a alguma parte ou transladar a outra, deve-se ter em conta a importância do trabalho espiritual naqueles lugares, a obrigação de acudir ali, a capacidade do Instituto para suprir em cada lugar o necessário e o fruto que se percebe aonde se esteja trabalhando atualmente;
[190] i) não repugna a isto o apresentar ao Superior as moções ou considerações que se apresentem em contra, sujeitando sempre sua vontade a do Superior;
[191] j) deve o Superior dar instruções claras sobre o ofício e destino decididos, e deste modo o súdito informar convenientemente para que o Superior possa prover quanto fizesse falta, embora fosse o súdito muito instruído e de grande experiência. Há obrigação grave de informar, pelo menos anualmente, em detalhe, por meio da “carta annua”.
Artigo 10: Descanso
[192] Os membros do Instituto saberão também interromper seus trabalhos apostólicos com períodos de retiro e reflexão espiritual sabendo que ninguém pode procurar a santificação de outros se não possuir previamente a perfeição que deseja transmitir.
Artigo 11: Peças chaves
[193] Todos os membros do Instituto participam com seu esforço da missão apostólica da congregação, mesmo que desempenhem tarefas alheias ao que é próprio do trato com as almas. Também os religiosos enfermos, e quando houver os anciãos, participam com seus sofrimentos no apostolado que exercem os outros membros, e em grau supremo, já que estão completando o que falta à Paixão do Senhor[207].
[194] Eles –os enfermos e anciãos– junto com os membros das ramas contemplativas, os irmãos ajudantes e os que se dedicam às obras de misericórdia são as peças chaves do empenho apostólico de nosso Instituto.
[199] São Luis Orione, Saudação natalícia de 1934, citado em Em Caminho com Dom Orione, Ed. Pcia. Nossa Senhora da Guarda, 1974, T. I, p. 96.
[200] Paulo VI, Homilia no rito de clausura do Ano Santo (25/12/1975); AAS 68 (1976) 145; passim.
[203] Cf. SC, 11, 48; CD, 30.
[204] São Gregorio Magno, Regra Pastoral, em especial, parte III; São Luis Maria Grignion de Montfort, Regra dos sacerdotes missionários da Companhia de Maria, nnº 50-65; Santo Alfonso Maria de Ligório, Carta a um religioso, amigo seu, Carta a um bispo novo e Sermões abreviados, en Obras Ascéticas, T. II, Ed. BAC, Madrid, 1954, p. 335ss, p. 379ss y 465ss; Santo Antonio María Claret, Método de missionar nas aldeas ou campos e arrabaldes das cidades e Carta ao missionário Teófilo; Sagrada Congregação para os bispos, Diretório para os bispos Imago Ecclesiae, em especial, 557a y 169; João Paulo II, Discurso aos participantes no Congresso Nacional Italiano sobre o tema Missões ao povo para os anos 80 (06/02/1981); OR (08/03/1981), 2.
[205] Santo Agostinho, Sermo 288, 4: “Omnis homo annuntiator Verbi, vox Verbi est”.
[206] Cf. Constituições da Companhia de Jesus, parte VIIª, cap. 2.
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